quinta-feira, 14 de março de 2013

O Sol da Casa Nascente


Longe de mim, ser o habitante solitário de seus pensamentos
Sempre vai ter aquele hóspede inoportuno
Impertinente, me importunando
Fedendo, impregnando o ar...
Sempre vai ter aquele piolho chato
Talvez não na sua cabeça, mas na minha
Transitando em minha barba, sobrancelha
Comichando em baixo do meu nariz
Fedendo, fodendo minha paciência e auto-estima...
Seus convidados são sempre de tão mal gosto
Dedo podre, esse seu
Também, essa unha de puta pobre...
Esses pensamentos apertados, miúdos, calorentos
Nem espaço há por aí
Ter de ficar lado a lado com a bagaceira
E eu ainda pedindo pra entrar nesse pardieiro
Nesse muquifo empoeirado
Vou entrar de vassoura na mão
É isso!
Vou passear por meus pensamentos
Achar a vassoura e espanar essa baderna
Exterminar ácaro por ácaro...

Nenhum comentário:

Postar um comentário