quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Violência em Prol de Nada


A questão não é fazer campanhas contra a violência infantil. A questão é existirem manifestos contra a violência. Pouco adianta proteger as crianças, se seus pais continuam batendo e/ou apanhando. O que é preciso fazer é dar oportunidades às pessoas de não serem brutas, desde cedo. Não adianta colocar as crianças numa redoma de vidro, pois o vidro é transparente, e através dele, os filhos observam os adultos resolvendo seus problemas no tapa. 

É incrível - ou deveria ser - que ainda hoje exista no senso comum a ideia da beleza dos murros. Vez que outra, vê-se nas redes sociais a naturalidade de alguns ao postarem incentivos ao animalismo, em tom de humor. Quantos já divulgaram frases do tipo "ainda bem que não tenho uma arma, senão...", ou "tem gente, que só uma metralhadora resolve...". São esses mesmos que, próximos à data comemorativa dedicada às crianças (deixemos bem claro), espalham mensagens de amor e tolerância aos pequenos. Mas quando um pivete comete uma banalidade, caem de pau em cima do guri, exigindo que o mesmo seja punido como um adulto. O delinquentezinho deve ter ouvido sobre não maltratar as criancinhas. No entanto, viu nos adultos (e nas novelas) como se deve resolver delicadas questões.

Violência não tem graça. Nem com criança, nem com mulher, nem com velho, nem com homem... Nem com nada. O cachorro morde, o cavalo coiceia, o touro chifra, porque não conhecem palavras. Se as resoluções não acontecerem por meio de diálogos, as crianças protegidas na infância estarão arrancando dentes umas das outras quando forem adultas pois, quem não se deve agredir são as crianças, os alvos dos protestos contra violência...

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