terça-feira, 9 de outubro de 2012

Só se Ofende, Quem se Ofende


Ué, era só o que faltava... Publiquei um texto há algum tempo (até bem antigo, escrito à mão durante uma viagem de ônibus), contando um ocorrido com um conhecido, e as pessoas leram, tiraram suas próprias conclusões, e algumas tomaram para si como ofensas. Não citei o nome de ninguém, nem apelido, nem codinome... Nada. Nada que identificasse especificamente qualquer um. Os únicos pseudônimos aos quais me referi foram os que particularmente esse amigo costuma chamar a um determinado indivíduo (que também teve sua identidade preservada). Casualidades parecidas, às vezes acontecem. Mas vamos com calma. Para o bom entendedor, meia palavra não basta, não! Para o bom entendedor, aquilo que ele acredita não significa que necessariamente seja. Nossos sentidos muitas vezes nos enganam. E a razão, também. Espero estar errado quanto à minha ideia de que uma certa pessoa veio a se convencer ferrenhamente de que eu estava a falar dela. Não quero acreditar que a mesma se manifestou publicamente num tom de assumir-se ser a personagem da trama! Tomara ela não esteja se identificando com as pessoas da paródia em questão. Mas quem se identificar, que procure não se expôr. Tadinha, tão queridinha... Confesso que me senti um tanto mal por isso. Mas quem se assemelhar, jamais poderá ameaçar a minha integridade! As pessoas subjetivam o que observam, concluem absurdos, e reagem com medidas extremamente reprováveis. 

Não é a primeira vez que me incomodo por causa do que escrevo. O que está acontecendo: os sujeitos se ofendem com expressões sem direcionamento específico, e tornam-se agressivos com palavras (se der sorte) e/ou com violência física. No meu caso, temo mesmo, a segunda opção. Vocábulos não me perturbam. Se me identifico com algo que escrevem e não venho a concordar, replico com humor e risadas. Só que na nossa sociedade, parece que o humor continua proibido. O sarcasmo está sendo perseguido implacavelmente, resultando no banimento de pessoas espirituosas, as quais dão vida à própria vida. Tem sido comum vermos o ostracismo daqueles que riem da própria tristeza; risos esses que são confundidos com o deboche ao sofrimento de outrem. Mas são as coisas da vida. Às vezes temos que arriscar o couro. 

Francamente, não estou arrependido de ter publicado esse texto. Estou chateado por tê-lo apresentado onde o público não é apto a lê-lo. Estou um tanto irritado com a minha ingenuidade de pensar que as pessoas (em sua maioria) estão prontas a depararem com certas ocasiões. Haja vista que existem coisas que irão desagradar a todos, isso não quer dizer que não devam ser ditas. Quem vestir carapuças, é porque realmente é miolo mole. Por isso, já deixo avisado que continuarei escrevendo e divulgando. Ironia e escracho, são coisas que sucedem. Admiro o pensamento de que humor permanente é sinônimo de inteligência extrema. E quando se manifestarem, cuidem para não se mostrarem tão patéticos quanto o Agnaldo Timóteo chorando na votação municipal...

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