quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Para Sempre


Desse amor conquistado
Amor de duras penas
Sofrido e chorado... saudoso
Mesmo antes do início
Findado num eterno para sempre

Fomos choros de alegria
Amor meu, eu teu naquela hora
No tempo, fantasia, imaginar de tudo
Até a dor era bonita
Tu, tão bonita a me amar

Teu carinho tão caro
E eu paupérrimo a ganhá-lo
Inseguro, fraco e medroso
A te beijar com o que tinha
Só tinha amor naquelas horas

Quantos risos dei de ti
Da graça que te achava
Quantos risos deste a mim
Por graça que te ornava
Desse amor que só me lembra

Tanto amor tinhas por mim
Que o queria para mim, apenas
Tua atenção me era valorosa
Teu respeito me valorizava
Então o medo me assombrava

Meu ciúme era loucura
Temia até o passado
O coração se machucava
A razão te machucava
E tu buscavas ainda a cura

Inferioridade e angústia
Me tomaram a desespero
Mas teu colo tão querido
Aconchegava minha cabeça
Oca, por de certo

Saudades do teu sorriso
Supremo ante a idiotice
Do meu ego imbecil
O descontrole de um eterno tolo
Que hoje é só lamento

Sem contar as ilusões
De viver outros amores
E quis tanto a solidão
Tanto a "liberdade"
E agora te queria mais ainda

O desgaste da insistência 
A paciência quase infinita
Os vícios então implacáveis
Foram decisivos quanto a nós
Implicaram-te a decidir

Quantas foram minhas gabolices 
Fingindo para mim, ter força
Todas as risadas de escárnio
Dignas de nojo e desprezo
Por quem pensa que é melhor

Nem os sorrisos haviam mais
Os carinhos já eram raros
Da minha parte, fazia tempo
E os últimos suspiros de amor
Foram sob delicados lençóis

Tu tinhas que ser feliz
E não serias dessa maneira
Deitando ao lado de um adversário
Que de tanto amor, invejava-te
De tanto amar-te, irava-se

Foi quando virei inútil
Descartado inevitavelmente
Substituído por um mais apto
De natureza mais vencedora
Contrária à minha face decadente

Me encontrei em pesadelos
Em ansiedades noturnas
Vaguei pelos pântanos da loucura
Numa tristeza inédita
Por estares feliz sem minha felicidade

Dei-me o direito de sentir traído
Largado pelo meu apoio
Abandonado pela minha vida
E despertava em revolta
Esperando a catástrofe mover o mundo

Quantas vezes amaldiçoei-te 
Ensaiei em mente o que diria
A quem considerava hedionda
Se encontrasse adiante
Nas andanças por aí

Mas a dor já foi passando
Eu melhorando ao aprender
Dando tantas gargalhadas
Ironizando e escrachando 
Tão feliz, que o triste é lindo

Esquecer acho que não vou
Às vezes tenho alguma raiva
Mas hoje te daria um abração
Só que amanhã, já te odeio, de novo
Mas amar... amo-te sempre...

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