segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Peripécias da Rede Bobo de Televisão


Será que a Rede Bobo vai mais uma vez dar um jeito de manipular a cultura e a arte do Brasil? Tá surgindo um novo programinha de música que vai contar com uma turminha da pesada do cenário musical tupiniquim. E na Bobo tudo é dito no diminutivo: "programinha, turminha". Ora, eles gostam de pensamento pequeno: pensamentinho.

É certo que isso vai influenciar diretamente na bola de massa que constitui seus expectadores. Outra vez, a rede de televisão com maiores poderes divinos do país vai orientar direitinho suas marionetes para o que elas devem gostar. Mas a coisa começa já antes da estreia do troço. O nome do programa é em inglês, consolidando a já velha tradição Bobal de colonização norte-americana (porque nem britânica é) da cultura brasileira. Contudo, é corriqueiro observar o "Império Marinho" frisando acerca do orgulho de ser brasileiro. De certo, um dos motivos de ser vaidoso quanto à pátria é o abraço ao estrangeirismo. Sabe-se lá se temos pátria... Tudo bem que isso seja ligado à globalização, mas aí fica parecendo incoerente falar em orgulho nacional - ficaria melhor orgulho mundial: "Orgulho em ser do mundo".

Mas o Brasil é a Bobo. Aqui, o 4º Poder não é a mídia, mas um daqueles três idealizados por Montesquieu. A Rede Bobo é o 1º Poder, uma vez que é a única mídia, tendo como seus divulgadores, outros canais que lhe falam tanto mal, porém que acabam por agir como filiais suas. Os pauzinhos que ela mexer ditarão o curso do país. E o entretenimento destinado a seus brasileiros fieis é essa arte que os dopa, apresentada por meio de programinhas como esse - de nome anglo-saxão com o devido correspondente em português - que, com seus pastores bem catequizados, doutrinam o gosto da população como o fazendeiro que escolhe o alimento das vacas.

Bobo e você, tudo a ver!

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