terça-feira, 25 de setembro de 2012

O Inesquecível Santo Ofício

É sempre importante lembrar do detalhe sinistro que fez parte da história da Igreja Católica: a Inquisição. Pois ela só deixou de existir, quando os governos a proibiram. Quando onde havia reinos, os reis proibiram; quando onde havia impérios, seus imperadores o fizeram; quando onde havia repúblicas, ditaduras, seus presidentes e déspotas, respectivamente, passaram a não mais permiti-las. Existiu um momento em que os líderes do mundo disseram: "Chega, papa, de queimares pessoas vivas em fogueiras, depois de interrogatórios regados a fluidos humanos derramados em torturas, sob a ideia de tua infalibilidade e o nome de teu Cristo!". Hoje os dedos dos padres não alcançam além das páginas de suas velhas Bíblias, e no máximo, tocam o timão da inexpressiva Congregação para a Doutrina da Fé - substituta da antiga Suprema e Sacra Congregação do Santo Ofício, que anteriormente chamava-se Suprema e Sacra Congregação da Inquisição Universal, popularmente conhecida como Santa Inquisição... Atualmente, é isso o mais próximo que temos do velho e aterrorizante Santo Ofício. O que sobrou da Inquisição foi uma congregação que se limita a cuidar se os padres, as freiras e um ou outro fiel não andam cometendo quaisquer pajelanças e paganismos (ou surubas, ou pedofilias - vai saber...) dentro das igrejas, sacristias, seminários e conventos, a qual já teve como seu digníssimo prefeito o então cardeal Joseph Ratzinger, depois vulgarmente conhecido como papa Bento XVI, cuja visão sua - e de seus sucessores - do futuro parece ser a inevitável queda de sua milenar igreja e a erradicação de seu tato sobre as cabeças ocidentais, indo-se assim seus dedos e ficando seus preciosos anéis - esses últimos, muito úteis na idealização de um mundo menos miserável.

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