sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Julgueis e Sede Julgados


Jesus aconselhou-nos a não julgar para não sermos julgados. Não entendo. Como isso?! Qual era a intenção dele em nos orientar dessa forma? Eu já digo que sim, é preciso julgar. Julgar é pesar. Julgar é analisar, ponderar. Eu digo julgueis, julgueis e sede julgados. Sem julgamento, só há veredicto. Será possível chegar a conclusões sem medir pontos de vista e conceitos? Onde não há julgamentos, só existem verdades. Quem não julga é prisioneiro da verdade, e como consequência, só prevalecem a condenação ou a absolvição.

Quando não há julgamento, só há tirania. Determinar culpados ou inocentes é uma arbitrariedade um tanto despótica e vaidosa. Por que Jesus não queria que fizéssemos julgamentos? Para que restasse a apenas ele o direito disso? Não duvido. Ele se dizia ser a Verdade. Sem julgamentos, a palavra dele se torna incontestável. Sem julgamentos, não se pode evitar obedecer e servir. Mas pior que o julgamento de cada um, é o veredicto individual. É a conclusão relativa. E cada um pode entender como quiser ou como puder até mesmo o próprio Jesus. O que o torna também alvo de veredictos pessoais, restando a ele nossa mesma condição natural de réus sem sentença...

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