segunda-feira, 9 de abril de 2012

Mundo-da-Lua

Um dia desses, estava mais uma vez eufórico em meus delírios lunáticos, quando desanimei numa fração de segundo. Fiquei deprimido quando percebi que aquela felicidade toda se baseava no mundo da minha imaginação. Por um momento, notei que não era parte da realidade. Era só o mundo-da-lua. O espaço da esperança das coisas que pudessem me tornar extremamente feliz. Eu não encontraria aquilo no meu extra-corpo. Entristeci na hora. Vi que o mundo fora de mim mesmo era ameaçador ante as minhas forças. Que minhas chances diminuíam drasticamente contra a ferocidade da Rainha da Vida: a Ignorância, também conhecida como Imcompreensão. Então, no momento dessa percepção, me enxerguei falecido na triteza porque não era equivalente às armas da existência. Parei! Imediatamente! Um sopro desferido por um dos meus "eus" me acordou do torpor; ou pôs-me a dormir nos braços da letargia romântica que acaricia o meu universo individual. A realidade é aquilo que eu bem quiser que seja. Houveram épocas - e ainda considera-se em alguns lugares - em que certos tipos foram chamados de "Realeza", sendo que sou careca de saber que eram tão reais quanto qualquer cachorro vira-lata ou poema escrito em guardanapo de bar. Gosto desse meu mundinho. Aqui, a infelicidade é só um detalhe que facilmente consigo transpor. A possibilidade de arrombar meus cárceres são muito maiores. Sou respeitado o tanto quanto preciso para não viver chorando. As raivas são inimigos os quais transformo em aliados pacíficos. Rio, pulo, canto, beijo, e até ando a cavalo, às vezes. De vez em quando, mesmo o perdão bate à porta de minha consciência... Não, não são os senhores de bandas longíquas que me fazem a verdade. Eu sou de verdade dentro de mim, e o que importa é o meu sorriso, tanto o de fora, mas principalmente o de dentro.

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