quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Casa do Diabo

A despeito do bom trabalhador
Vivo na vagabundice, a cabo
E enquanto o ócio me torna pensador
Minh’alma vira a casa do Diabo

Mas outrora o Diabo fora Anjo
E, não mero habitante dos céus
Era, na origem, fausto Arcanjo
Desnudo de máscaras e de véus

O labor sufoca o pensamento
Ilude livres espíritos nus
Joga fora a divindade ao vento

Lança às trevas o belo Anjo de Luz
Mestre de Arte, não de sofrimento
Qual o trabalhador pregado à cruz

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