quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O Tempo da Glória

As pessoas têm o costume de achar que as glórias de seu próprio povo estão no passado. Talvez por isso, elas pensem que o presente deva voltar ao que fora antes.
Eu digo que as glórias não estão no passado, mas no futuro; nem no presente estão, uma vez que ainda devem ser construídas.
Que povo alcançou qualquer tipo de glória? O máximo que se viu, que eu lembre, de ações coletivas foram guerras, uma fuga ou outra... Tudo banhado em violência.
Não vejo a Glória no passado de nenhum povo. O mais próximo que se chegou da Glória foram Homens individuais que, assim como eu hoje, tentaram lapidar a Glória para um futuro, próximo ou não.
Mas, o que é essa Glória? Eu penso que seja a gloriosa Paz. A paz que só pode ser encontrada através da liberdade, da busca pelo entendimento, da reflexão...
Se eu pudesse dizer para esses meus semelhantes que buscavam a Glória como eu, eu seria-lhes um mensageiro de más notícias, pois em meu tempo a Paz ainda não foi alcançada, nem de perto. E, receio que em tempos à minha frente, outro equivalente a nós nos tenha as mesmas notícas a dar.
Não é no passado que veremos glórias, portanto, busquemos pelo futuro.

A História se Repete

Eu,
Mais um bêbado,
Mais um poeta,
Isolado
Numa ilha de reflexões

Sem esposa,
Sem filhos,
Poucos amigos,
Incompreendido,
Abandonado

Só acompanha a mim
Eu mesmo;
E os Filósofos
E as Letras

Ai de mim
Me ter dó
Ou
Ter pena nenhuma,
E sofrer na Bastilha,
Ou morrer no manicômio.

Verme Nobre\Nobre Verme

Sei que sou um verme
Eis, então, que sou nobre
Na verdade, verme é tu
Que só tens a pose e a alma pobre